POEMA SOBRE O JOELHO VELHO
Um poema escrito nos joelhos -
Crânios magros de canelas luzidias e jarretas -
Extravasa tintas e ideias inseguras de bons velhos
Que vão gemendo azuis líquidos impossíveis e patetas
Diz: as sombras de antes eram mais escuras -
Nada do alvo equivoco a cobrir as peles de agora.
No hoje velho de males remendados e milagrosas curas
O padre lê-nos a sina e a bruxa abençoa com a lingua de fora
As mentes vergam sob o peso da desinformação
E a prensa da mentira comprime os sucos deste ar
Respirado aos poucos por loucos embalados pela ilusão
De que a noite escura deste inverno novo é uma manta de luar

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