Do meu correspente na Lua, Polemicus, irritado por interferências blogais aos seus períodos de meditação sem gravidade..
Os “blogues” são coisas inventadas para entreter crianças na chamada fase triássica superior masturbatória, altamente influenciada pelo terceiro ciclo lunar do calendário juliano dum deus globalista sem pejo e com plano histórico a longo prazo. Esse deus, de impossível descrição por falta de provas e ausência de DNA, não tem escrúpulos de qualquer natureza; nem tampouco se deixa vergar ao peso da vergonha oficial ou tradicional em assuntos que concernem moralidades tecnológicas que servem o grande capital de fundo rácico/elitista que se encobre, para se deslocar com sorrateirice e proteger-se de contaminações politicas, sob o manto confundidor de cores purpurinas, pretas e júdico-jesuiticas com epicentros maçonico/humanistas de diversão, máscaras liberais e canhões democráticos de segurança reguladores do voto obrigatório. Uma boa percentagem de bloguistas sabem disto intuitivamente mas esquecem-se assim que aprendem, devido a relâmpagos sem energia registadora, isto é, com durações nanosegundárias que se manifestam durante ataques de sono irreprimível, particularmente em sessões subsequentes a refeições repletas de hidrocarbonetos sólidos ou cocacolizados. Esta incapacidade de registo dos bloguistas, que tem como causa a grande velocidade de transmissão das ondas anárquicas de esclarecimento, é agravada pela presença de forças antagonistas e incorpóreas que são, por sua vez, o resultado dum ambiente cibernético de envolvimento subliminal poderoso. Por essa razão, a mensagem/clarão dilui-se quase instantâneamente, e o bloguista é, sem se aperceber disso, forçado a voltar ao teclado escravizante que nutre por ele um desprezo electrónico programado desumanizadoramente frio e imutável.
Entretanto, os mestres das alavancas tecnológicas da filosofia globalizante fundada no movimento dos planetas e na sobreposição das pirâmides em relação aos astros estão devidamente e constantemente cientes dessa vantagem, que é a incapacidade que o relâmpago tem de não deixar registo ou mossa nas cabeças dos bloguistas que acreditam na liberdade ficcional escrita nos papiros dos tempos que passam. Alem disso, as aparelhagens monitoriais da confusão deliberada das imagens e textos mediáticos possuem também vários mostradores que vão informando os seus operadores doutros estados mentais dos bloguistas com interesse para o avanço da ideia escondida dos manipuladores de alto coturno. E, quando necessário, a alavanca de redução de pressões para evitar a faixa crítica do vermelho pré-explosivo é accionada prontamente com a violência ou pressa aconselhada pela escala pré-programada, permitindo desse modo a expulsão, purga ou alimpamento dum pensamento bloguista racional que poderia ter representado o perigo de servir como redutor, ou de ter acção cancelatória, dos enormes danos causados pela emissão de noventa e nove outras opiniões profundamente erradas emitidas no intervalo entre dois relâmpagos. Mas há tempestades piores.
Um dos perigos menos detectados pelo bloguista médio, em fervor ou conteudo, é o de não ver a esperteza refinada dum sistema aparentemente descomplicado que finge aceitá-lo com naturalidade não planeada, mas que no fundo visa dominação indirecta. Tal sistema consiste em providenciar a esse mesmo bloguista o equipamento necessário para ensinar, opinar, distrair ou distrair-se, numa fase da sua vida que traria mais ensinamento se fosse dedicada à aprendizagem madura ou ao sopesar imparcial das variáveis em jogo no mundo da intriga política.
Há dois tipos principais de actuação bloguista, com os seus respectivos desfechos, a considerar. Primeiro, temos o tipo desvairado ou aéreo de bloguista, que é o que limita a sua actuação à repetição fiel de ideias seguidoras de consensos de moral, politica ligeira e moda propagados e propagandeados nas páginas da normalidade e transportadas literalmente, muitas vezes por colagem, para as terminais de vómito (saída) blogal, sem qualquer espécie de análise intuitiva. O relâmpago manifesta-se com muito menos regularidade em bloguistas desta natureza.O elemento artificoso de distracção, contido no feno diário oferecido às multidões para discussões e argumentos que nunca chegam a lado nenhum, passa-lhes despercebido e fá-los mergulhar de cabeça no poço que contém tudo: desde água estagnada ao desvario romântico juvenil acompanhado de bica e pastel de nata. O desfecho para este tipo de mentalidade bloguista apresenta, alem disso, certos perigos físicos, como, por exemplo, o de exaustão cerebral causada por assimilação diária de mentiras em excesso, mas, regra geral, salda-se sem drama de maior depois dum ano ou dois que os vê regressar engravatados ao mercado da normalidade do emprego bem pago que lhe permitirá sobreviver para contar aos filhos e netos as campanhas de bate papo e esclareecimento nacional. Provavelmente casa feliz com alguém que conheceu através do blog.
O segundo tipo de actuação bloguista é bem mais complicado, porque colado ao sonho das transformaçãoes preconizadas em evangelhos modernos criados para conservar as pessoas nervosas e manipuláveis. Nesse meio podemos encontrar gente de esquerda dita bem intecionada, malta de direita retorcida, sofisticada ou saudosista, e liberais desorientados que não sabem o que é que hão-de fazer à vida para continuarem na história que ameaça esquecê-los antes de os ridicularizar. Uns e outros, todos aliás, reformam as linguagens de acordo com as modas e o gosto dos apaniguados, ou a necessidade do voto, à medida que novos monstros são fabricados ou ressurrectos para contentar ódios que gostam de variedade e mudança. Esta animação ao serviço do bloguista político é posta em frenético movimento pelo motor ensurdecedor, subjectivo e repetitivo, da ideia de que há soluções partidárias para problemas politicos, auxiliado pelo combustível quase religioso de que há gente politica boa e gente politica má. Ou que é possível substituir uma classe por outra em nome da evolução e dos números determinados por analistas de todas as eras supostamente interessados na melhoria de vida dos pobres deste mundo. Mas a verdade, essa verdade que todos um dia iremos descobrir à nossa custa neste mundo ou no mundo que vem se tivermos sorte, é diferente. E mais verdade ainda é o facto de que o Judaismo, o Cristianismo e o Islamismo não são classes – são formas de interpretar Deus do Céu para dominar as gentes da terra. E são eles que são, com a ajuda de mistérios organizados em grupos de pressão muitas vezes mascarados de coisas humanitárias, que dão voltam às cabeças doidas dos homens e que modelam os partidos que dizem nada ter a ver com eles. O negócio que dá é o negócio do deus dará. E Deus é, ainda, mesmo in absentia, o secretário-geral dos partidos mais velhos do mundo que continuam a ser os partidos mais fortes de agora. Conta isso aos teus amigos dessa terra que nunca mais quer aprender.... a ver. Polemicus.